A SANTA chega ao mundo com a intenção de prpagar imagens significantes. Sem compromissos fechados, nem com o canônico, nem com as iconoclastias celebradas a cada momento. A SANTA quer tentar ser pura, sobretudo no cuidado com a transposição da imagem original para os exemplares que a multiplicam. Como o seu conteúdo é eminentemente visual, o zelo pela qualidade gráfica é um dos pricípios da revista. O que quer que o olho capte, a SANTA quer ver. A produção brasileira e mundial, o contemporâneo e o que tem lastro no tempo, o consagrado e o desconhecido, o que é de acesso público e o que tem circulação restrita... A SANTA se propões a ver de tudo. E a tratar tudo o que acolher em suas páginas de um modo que proporcione ao leitor mais que a absorção de informações – uma experência de contato com as obras, convidando à reflexão sobre esse nosso mundo sobrecarregado de imagens.Nesta primeira aparição, a SANTA traz com exclusividade o primoroso trabalho que Marcos Prado realizou entre tibetanos de 1986 a 1997, e a experiência de distorção que Paulinho Moska está fazendo agora com a sua câmera digital; telas da série Cascas de Gabriela Machado, comentada por Ronaldo Brito, e o diretor de fotografia Affonso Beato falando sobre o seu olhar nos trabalhos que fez com cineastas como Glauber Rocha, Júlio Bressane e Pedro Almodóvar; traz bocas abertas, máscaras inusitadas em pessoas e em peças de xadrez, purpurina sobre entulho, gentes, panos, águas e pedras.
A cada três meses, uma coletânea de referências visuais que sintetizem facetas da vida contemporânea, um canal para difundir e instigar a criação, um espaço para o debate crítico. A SANTA nasce com uma missão e uma vocação, a de ser tornar um espaço de exposição, uma revista - galeria.
Sergio Mauricio
Editor
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